segunda-feira, 3 de maio de 2010

Prólogo



Houve uma noite numa cidade distante. Antes houvera um cumprimento desencontrado. Num local improvável. Numa cidade próxima. Palavras de circunstância. Um anúncio visto ao acaso. Uma resposta a um anúncio visto ao acaso. Um gesto de fogo. Uma sombra de água. Uma faísca caída ao acaso numa noite sem tempo. Sempre perto. Sempre longe. Sempre presente.
Houve uma noite numa cidade distante. A história escrevia-se. Por entre os acasos, as circunstâncias e uma força qualquer, uma força maior, feita do meu fogo e da tua água. Havia uma história que se escrevia. A ser escrita. Perto. Longe. Nesta cidade. Numa cidade próxima. Numa cidade distante.
Tudo é perto. Tudo é longe. Tudo é aqui. Tudo é todas as coisas.

Os anjos reescrevem a história.
Os dados lançados.
Os corpos atirados. Para uma noite próxima.
Numa cidade que enlaça os amantes.

A história começa.

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