Amo a noite. Como tu amas a noite. Amo a cidade estrangeira. Como tu amas a cidade estrangeira. Amo os goles de tequilha, limão e sal. Como tu amas os goles de tequilha, limão e sal. Amo o calor que atravessa as ruas da cidade. Como tu amas o calor que atravessa as ruas da cidade. Os sons das calles que nunca dormem. Eu amo-os. Tu ama-los.
Agarro a nossa cumplicidade. Num brinde que é de sal e de fogo mas que poderia ser de sonho e de eternidade. Amo os inícios. Como tu amas os inícios. Amo os terrenos por desbravar. Como tu amas os terrenos por desbravar. Este desconhecimento do outro que é um horizonte sem fim de descoberta potencial. De sensações. De sentidos. De palavras que sabem a álcool, a tabaco, a pele, a suor e a infinito.
Somos feitos da mesma matéria de sonho e de ilusão. Somos feitos da mesma ferocidade que crava a libido nos dias, trazendo-os para o espaço sagrado da nossa união.
Somos uma mesma natureza. Sexual. Sensual. Intelectual. Visceral, é o que quero dizer. Uma natureza que vandaliza o mundo em nome do amor, da loucura, do sonho, das noites iniciais em cidades distantes, dos momentos que se propagam desde o presente real até ao sonho que se difundirá no tempo.
Somos a mesma história que nesse dia começou.
Somos a mesma alma.
E somos a mesma vida, tu sabes...
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